Banda Gástrica


O estilo de vida cada vez menos saudável propicia o crescimento do número de pessoas obesas, levando ao aumento da procura deste tipo de cirurgia para combater a obesidade. A cirurgia para colocar a banda ou anel gástrico está indicada para pessoas com obesidade mórbida, cujo índice de massa corporal é superior a 40 Kg/ m², ou superior a 35 Kg/ m² associada a outras doenças como uma diabetes difícil de controlar, apneia do sono (param de respirar por segundos enquanto dormem), hipertensão arterial, alterações dislipidémicas (aumento das lipoproteínas). Nem todas as pessoas estão aptas para colocar a banda gástrica ou fazer bypass gástrico. Esta decisão depende do doente, do resultado de vários exames e de uma equipa médica onde está incluído um psicólogo e nutricionista.

Como é feita a cirurgia

A cirurgia é feita por via laparoscópica (4 furos na barriga). O médico coloca uma banda de silicone à volta da zona superior do estômago, como se fosse uma anilha, para apertar o estômago e reduzir a sua capacidade. A banda pode ser apertada ou alargada após a cirurgia, para permitir o aumento ou diminuição da capacidade do estômago. O médico necessita de fazer um pequeno furo na barriga, semelhante aos da cirurgia, para poder manipular a banda, permitindo à pessoa comer mais ou menos, o que implica emagrecer mais depressa ou não. A operação tem uma taxa de sucesso cerca de 90%, os restantes 10% não conseguiram emagrecer mais do que 25% do peso previsto ou tiveram complicações após a cirurgia. A cirurgia é restritiva porque reduz a capacidade de ingestão dos alimentos.

Quais os riscos na realização da cirurgia

As pessoas sujeitas a este tipo de cirurgia, vão sofrer uma alteração na sua vida ao passar por mudanças físicas, de comportamento, relacionamentais, etc. É necessário uma consulta com um psicólogo e nutricionista antes da cirurgia, para os profissionais poderem preparar as pessoas para a nova fase da vida. O seguimento após a cirurgia é muito importante para ajudar a lidar com a nova fisionomia e adaptar a alimentação de acordo com a evolução e necessidade de cada caso. Pode ocorrer infecção ou deslizamento da prótese (banda), dilatação do estômago, uma parte do estômago entrar por baixo da banda e embolia pulmonar. A infecção pode levar à extracção da banda.

O estômago pode dilatar devido às pessoas comerem mais do que devem, ou não mastigarem correctamente a comida. O estômago quando se mete por baixo da banda provoca uma espécie de hérnia. Durante ou após a cirurgia pode haver perfuração do estômago, havendo necessidade de nova cirurgia. A infecção pode ser devido à rejeição do implante, abertura do abdómen para alargar ou apertar a banda. Pode ocorrer enjoos (náuseas), vómitos, gastrite, azia, refluxo gastro-esofágico, disfagia (dificuldade em engolir), obstipação ou diarreia. Pode haver alguns casos em que a cirurgia não pode ser efectuada por via laparoscópica, havendo a necessidade de fazer uma incisão maior. Em algumas complicações pós-operatórias ou quando a redução de peso não corresponde ao previsto, o médico pode optar por remover, reposicionar ou substituir a banda gástrica.

Qualquer tipo de cirurgia tem o risco de morte. Há médicos que aconselham restrição de alimentos, acompanhamento de um nutricionista e exercício físico como forma de emagrecer. Outros a cirurgia bariátrica com a realização de um bypass ou a colocação da banda gástrica. A pessoa após tomar uma opção de emagrecimento, deve ser acompanhada por uma equipa de médicos, incluindo o psicólogo e nutricionista.

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